Moçambique Archives - https://pulsoafricano.online/category/mocambique/ Mon, 27 Jul 2026 21:19:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://pulsoafricano.online/wp-content/uploads/2026/06/cropped-pulsoafricano-32x32.png Moçambique Archives - https://pulsoafricano.online/category/mocambique/ 32 32 Pequenas empresas em Moçambique enfrentam dificuldades de acesso ao crédito https://pulsoafricano.online/2026/07/pequenas-empresas-em-mocambique-enfrentam-dificuldades-de-acesso-ao-credito/ https://pulsoafricano.online/2026/07/pequenas-empresas-em-mocambique-enfrentam-dificuldades-de-acesso-ao-credito/#respond Mon, 27 Jul 2026 21:19:38 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=102 A digitalização, a interoperabilidade dos sistemas e a utilização estratégica dos dados são instrumentos essenciais para transformar o potencial económico de Moçambique em oportunidades concretas [...]

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A digitalização, a interoperabilidade dos sistemas e a utilização estratégica dos dados são instrumentos essenciais para transformar o potencial económico de Moçambique em oportunidades concretas de investimento e crescimento. A defesa foi feita pela ministra das Finanças, Carla Loveira, na abertura da 4.ª edição do Banking, Financial Services and Insurance (BFSI) Moçambique 2026.

O fórum decorreu sob o lema “Transformar Actividades Económicas em Activos Financiáveis: O Papel da Integração Digital e dos Dados”. Segundo a ministra, o tema está alinhado com a agenda do Governo para fortalecer a soberania e a resiliência económica do país.

Sector informal sem acesso ao crédito

Uma parte significativa da actividade económica nacional continua concentrada no sector informal e nas pequenas empresas. Concretamente, estas enfrentam dificuldades de acesso ao crédito por falta de informação financeira estruturada, o que impede as instituições financeiras de avaliarem adequadamente o risco associado a esses negócios.

Nesse sentido, Loveira defendeu a digitalização como solução. A utilização de plataformas digitais, pagamentos electrónicos, facturação electrónica, contas bancárias e carteiras móveis permite criar históricos financeiros fiáveis. Consequentemente, as instituições financeiras passam a ter dados concretos para avaliar o risco e ampliar as possibilidades de financiamento a este segmento da economia.

Reformas digitais do Estado reforçam inclusão financeira

A ministra destacou as principais reformas em curso no âmbito da modernização do Estado. Entre elas, a consolidação do e-SISTAFE, a implementação do sistema integrado para a administração tributária, a plataforma de identidade digital, o Portal do Cidadão e a Plataforma de Pagamentos do Estado (SESP). Adicionalmente, estas reformas reforçam a transparência, a eficiência administrativa e a inclusão financeira.

Novas leis diversificam fontes de financiamento

No domínio legislativo, Loveira apontou um conjunto de reformas que vão diversificar as fontes de financiamento. Concretamente, a criação da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, a constituição do Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), a aprovação da nova Lei do Sistema Nacional de Pagamentos e a proposta de Lei do Financiamento Colaborativo (Crowdfunding) criarão melhores condições para o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.

Revisão tributária não aumenta carga fiscal

Por fim, a ministra destacou a revisão da legislação tributária, com vista à tributação das transacções digitais e ao reforço da justiça fiscal. Loveira esclareceu que as alterações não representam um aumento da carga tributária. Pelo contrário, procuram simplificar o cumprimento das obrigações fiscais e integrar gradualmente a economia informal no sistema tributário nacional.

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74 milhões de dólares chegam às empresas moçambicanas: Chapo liga resultados à diplomacia com o Banco Mundial https://pulsoafricano.online/2026/07/74-milhoes-de-dolares-chegam-as-empresas-mocambicanas-chapo-liga-resultados-a-diplomacia-com-o-banco-mundial/ https://pulsoafricano.online/2026/07/74-milhoes-de-dolares-chegam-as-empresas-mocambicanas-chapo-liga-resultados-a-diplomacia-com-o-banco-mundial/#respond Mon, 27 Jul 2026 21:11:06 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=99 Em Nacala, sob o sol do norte de Moçambique, Daniel Chapo entregou cheques. Mas o Presidente fez questão de explicar de onde veio o dinheiro. [...]

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Em Nacala, sob o sol do norte de Moçambique, Daniel Chapo entregou cheques. Mas o Presidente fez questão de explicar de onde veio o dinheiro. Os cerca de 74 milhões de dólares disponibilizados ao sector privado através do Fundo Catalítico não caíram do céu. Resultaram, segundo o Chefe de Estado, de viagens, negociações e de uma relação construída com parceiros como o Banco Mundial.

“Esses cerca de 74 milhões de dólares para estes jovens que receberam os fundos aqui resultam destas nossas viagens, desta nossa amizade e desta nossa contínua busca de financiamento. Os resultados estão aqui à vista”, afirmou Chapo durante a cerimónia pública de entrega de cheques da V e VI Edições do Fundo Catalítico, realizada em Nacala no âmbito da Agenda de Governação de Proximidade.

Washington como ponto de partida

O Presidente ligou directamente os fundos à sua recente participação no Fórum sobre Fragilidade, Vulnerabilidade e Conflito, na sede do Banco Mundial, em Washington, onde co-presidiu os trabalhos como único Chefe de Estado convidado. Para Chapo, a presença num fórum desta dimensão não é protocolo. É política económica. É a construção das pontes que trazem depois o financiamento para Nacala, para Nampula, para Tete, para Cabo Delgado.

Empresas a recuperar de ciclones

O Fundo de Recuperação Empresarial nasceu em Março do ano passado, em Nampula, para dar resposta a uma urgência: os ciclones Chido e Jude e outros eventos climáticos extremos destruíram ou fragilizaram centenas de empresas no norte do país. Consequentemente, o programa foi desenhado para recolocar o sector privado em pé nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete.

Na quinta edição, 93 empresas receberam financiamento, num total de quase quatro milhões de dólares, equivalente a cerca de 245 milhões de meticais. Concretamente, 44 empresas estão em Nampula, 28 em Cabo Delgado e 21 em Tete. Todas já receberam a primeira tranche. Adicionalmente, as que cumprirem os objectivos iniciais poderão receber o segundo e último desembolso ainda durante Julho.

Do campo ao mercado: a aposta no MozRural

A sexta edição do Fundo Catalítico integra o Programa de Economia Rural Sustentável, conhecido como MozRural, e aposta na cadeia agrícola. Vinte e quatro empresas do sector dos agrodealers receberam uma subvenção global de três milhões de dólares. Por sua vez, seis empresas produtoras de sementes beneficiaram de um financiamento total de 851 mil dólares.

Para Chapo, o objectivo vai além de apoiar empresas individualmente. “O nosso objectivo é produzir mais, exportar mais, consumir mais para gerar riqueza não só para os financiados, mas combater a fome no seio do povo moçambicano e aumentar as exportações”, afirmou.

Transparência exigida a quem gere os fundos

O Presidente não se limitou a distribuir cheques. Aproveitou o momento para deixar orientações claras às entidades que gerem o programa. Concretamente, exigiu maior transparência, eficiência e celeridade no desembolso dos recursos. “Queremos que as empresas desenvolvam as suas actividades sem constrangimentos”, sublinhou.

Adicionalmente, Chapo recomendou ao Ministério da Planificação e Desenvolvimento uma avaliação abrangente dos dez anos de implementação do Fundo Catalítico, para medir o impacto real do programa e corrigir fragilidades identificadas ao longo desse percurso.

Reformas e novos instrumentos no horizonte

O Governo quer ir mais longe. O Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), que reserva 60% dos recursos para a juventude, e o programa EMPODERA, dirigido às mulheres empreendedoras, são os próximos instrumentos que Chapo quer reforçar com financiamento internacional.

Por fim, o Presidente sublinhou que as reformas em curso, incluindo a aprovação das novas leis da indústria, minas, petróleos e conteúdo local, visam criar um ambiente de negócios mais competitivo. O horizonte que Chapo aponta é claro: empresas moçambicanas mais fortes nos mercados da SADC, de África e do mundo.

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Vídeos chocam Moçambique: homem abatido a tiro por alegados policias em bar de Xinavane https://pulsoafricano.online/2026/07/videos-chocam-mocambique-homem-abatido-a-tiro-por-alegados-policias-em-bar-de-xinavane/ https://pulsoafricano.online/2026/07/videos-chocam-mocambique-homem-abatido-a-tiro-por-alegados-policias-em-bar-de-xinavane/#respond Sun, 19 Jul 2026 21:41:02 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=94 Imagens captadas por telemóvel e amplamente partilhadas nas redes sociais mostram um homem a ser morto com cinco tiros na cabeça por alegados agentes da [...]

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Imagens captadas por telemóvel e amplamente partilhadas nas redes sociais mostram um homem a ser morto com cinco tiros na cabeça por alegados agentes da polícia moçambicana. Concretamente, o incidente ocorreu no interior de um bar em Xinavane, distrito da Manhiça, norte da província de Maputo, na noite de sábado. Consequentemente, o caso gerou uma onda de indignação em todo o país.

Segundo as imagens, pelo menos sete agentes tentavam deter um homem alegadamente foragido das autoridades. Entre eles, três usavam fardamento da Unidade de Intervenção Rápida da PRM. O suspeito estava manietado e a oferecer resistência. Nesse momento, um dos elementos à civil sacou da arma e disparou praticamente à queima-roupa. A vítima sofreu cinco tiros na cabeça. Os outros clientes do bar fugiram em debandada.

Depois dos disparos, todos os agentes correram para uma viatura policial que os aguardava no exterior. Assim, abandonaram o local e deixaram o homem prostrado no chão, em sangue. Até ao momento, a PRM não respondeu aos pedidos de comentário da agência Lusa.

“Executado à queima-roupa”: CDD pede responsabilização urgente

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) não poupou palavras. Em comunicado, a organização acusou os agentes de terem “executado um cidadão à queima-roupa”. Consequentemente, instou a Procuradoria-Geral da República a agir com urgência. Concretamente, exigiu a identificação da vítima, dos agentes envolvidos e de toda a cadeia de comando da operação, bem como a responsabilização criminal e disciplinar dos responsáveis.

Onze pessoas baleadas pela polícia desde Abril

A ONG Plataforma Decide revelou que este não é um caso isolado. Desde Abril, a organização registou e confirmou onze casos de pessoas baleadas pela polícia, incluindo três menores. Adicionalmente, afirmou que “a mais recente vítima perdeu a vida numa situação que poderia ter sido controlada sem recurso à força letal”. Por isso, a Decide alerta para a necessidade de garantir que o uso da força respeite os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade.

Renamo: “A Constituição não consagra a pena de morte”

A Renamo foi directa na sua nota de repúdio. O partido condena “veementemente o assassinato” e exige uma investigação independente, imparcial e transparente. Segundo a Renamo, “Moçambique é um Estado de Direito Democrático” e a Constituição “não atribui às Forças de Defesa e Segurança o poder de executar cidadãos”. Por fim, o partido sublinhou que cabe exclusivamente aos tribunais administrar a justiça.

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Rodrigo Almeida leva Moçambique ao topo do pódio em Portugal https://pulsoafricano.online/2026/07/rodrigo-almeida-leva-mocambique-ao-topo-do-podio-em-portugal/ https://pulsoafricano.online/2026/07/rodrigo-almeida-leva-mocambique-ao-topo-do-podio-em-portugal/#respond Thu, 16 Jul 2026 01:02:59 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=90 O piloto moçambicano Rodrigo Almeida conquistou uma vitória e um novo pódio no Circuito Internacional de Vila Real, em Portugal. Os resultados reforçam a liderança [...]

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O piloto moçambicano Rodrigo Almeida conquistou uma vitória e um novo pódio no Circuito Internacional de Vila Real, em Portugal. Os resultados reforçam a liderança da dupla no Campeonato de Portugal de Velocidade e confirmam a consistência da sua temporada de 2026.

Estreia vitoriosa em Vila Real

Na sua primeira participação num dos mais exigentes circuitos urbanos da Europa, Rodrigo Almeida e o seu companheiro de equipa, Francisco Mora, venceram a primeira corrida da terceira jornada do Supercars Endurance, disputada entre 10 e 12 de Julho. A dupla representa a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e compete ao volante de um Toyota GR Supra GT4 EVO2.

Na primeira corrida, Francisco Mora partiu da pole position e manteve a liderança na fase inicial da prova. Após a paragem obrigatória nas boxes e a troca de pilotos, Rodrigo Almeida assumiu o volante. A partir daí, conservou o primeiro lugar até à bandeira de xadrez, resistindo à pressão dos adversários na fase decisiva.

“Foi um fim-de-semana em grande nível. Esta foi a minha primeira vez em Vila Real, num circuito que representa um desafio muito particular, mas conseguimos superá-lo com determinação e graças ao enorme trabalho de toda a equipa”, afirmou o piloto moçambicano.

Segunda corrida com mais um pódio

Na segunda corrida, marcada por vários incidentes e períodos de neutralização, Rodrigo Almeida e Francisco Mora voltaram a destacar-se. A dupla alcançou o quarto lugar da classificação geral e subiu ao terceiro lugar do pódio na categoria GT4 Bronze.

“Conseguimos uma vitória e mais um pódio, somando pontos importantes para o campeonato. Agradeço ao Francisco Mora, a toda a equipa Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e a todos os que nos apoiam, em particular aos patrocinadores que tornam possível a continuidade deste projecto”, acrescentou Rodrigo Almeida.

Liderança reforçada no campeonato

A vitória absoluta em Vila Real permitiu à dupla reforçar a liderança do Campeonato de Portugal de Velocidade. Os resultados dão ainda continuidade ao desempenho consistente de Rodrigo Almeida na temporada de 2026, a primeira ao serviço da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal.

“Seguimos focados no nosso objectivo e determinados a lutar pela liderança dos campeonatos. Representar Moçambique nestas competições é uma responsabilidade e uma motivação adicional para continuar a trabalhar e a procurar os melhores resultados”, concluiu o piloto.

Próxima jornada em Valência

Rodrigo Almeida regressará à competição entre 25 e 27 de Setembro, no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, Espanha, para disputar a quarta jornada da temporada do Supercars Endurance.

O piloto conta com o apoio da Trans Crane Logistics, Fidelidade Ímpar, Prima Seguros, CanelFood, Walaka Software e Visit Mozambique.

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Ministro da Justiça defende reforço da prevenção de conflitos em Moçambique https://pulsoafricano.online/2026/07/ministro-da-justica-defende-reforco-da-prevencao-de-conflitos-em-mocambique/ https://pulsoafricano.online/2026/07/ministro-da-justica-defende-reforco-da-prevencao-de-conflitos-em-mocambique/#respond Thu, 16 Jul 2026 00:55:22 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=87 O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, defendeu esta quarta-feira que o país deve continuar a investir na prevenção de conflitos e [...]

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O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, defendeu esta quarta-feira que o país deve continuar a investir na prevenção de conflitos e no reforço da confiança entre os cidadãos e as instituições do Estado.

Tolerância e resolução pacífica de conflitos

Para Mateus Saize, a acção passa pela promoção da tolerância, do respeito pela diversidade de opiniões e da cultura da resolução pacífica de conflitos. O governante sublinhou, assim, a importância de construir uma sociedade mais coesa e dialogante.

Conferência Nacional sobre Justiça Transicional

O ministro falava hoje, em Maputo, na Conferência Nacional sobre Justiça Transicional e o Futuro de Moçambique. O evento é organizado em parceria com o Centro para Democracia e Direitos Humanos.

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Migrações de Moçambique para África do Sul caíram 16% em 2025, revela OIM https://pulsoafricano.online/2026/07/migracoes-de-mocambique-para-africa-do-sul-cairam-16-em-2025-revela-oim/ https://pulsoafricano.online/2026/07/migracoes-de-mocambique-para-africa-do-sul-cairam-16-em-2025-revela-oim/#respond Wed, 08 Jul 2026 13:38:55 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=67 Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que os movimentos migratórios de Moçambique para a África do Sul diminuíram 16% em 2025, embora o corredor [...]

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Organização Internacional para as Migrações (OIM) revelou que os movimentos migratórios de Moçambique para a África do Sul diminuíram 16% em 2025, embora o corredor migratório continue entre os mais movimentados da África Austral.

De acordo com o mais recente relatório “Migração ao Longo da Rota da África Oriental e Austral”, a OIM monitorizou cerca de 33.700 movimentos migratórios de Moçambique para a África do Sul em 2025, contra 40.000 registados em 2024.

Os dados mostram que 56% dos migrantes eram homens e 3% eram crianças. Quanto à nacionalidade, os fluxos foram praticamente divididos entre moçambicanos (46%) e cidadãos do Maláui (47%). A organização também identificou pequenos grupos de migrantes provenientes do Bangladeche, Paquistão e Etiópia que utilizaram Moçambique como rota para chegar à África do Sul.

Comércio e emprego continuam a impulsionar a migração

Segundo a OIM, 86% dos movimentos corresponderam a deslocações temporárias de curta duração, sobretudo por motivos pessoais e comerciais.

Além disso:

  • 73% dos migrantes viajaram por razões económicas, incluindo procura de emprego, trabalho, pobreza, dívidas e falta de oportunidades;
  • 40% deslocaram-se por motivos familiares;
  • Apenas 1% teve como principal motivo as catástrofes naturais.

Entradas em Moçambique também foram significativas

O relatório indica ainda que Moçambique registou 24.300 movimentos migratórios de entrada durante 2025.

A maioria destes movimentos foi protagonizada por homens (68%) e teve origem principalmente no:

  • Maláui (46%);
  • África do Sul (42%).

Entre os migrantes que entraram no país:

  • 54% eram cidadãos moçambicanos;
  • 28% eram malauianos;
  • 16% sul-africanos;
  • Os restantes provinham sobretudo da Zâmbia e do Zimbabué.

As principais razões para a entrada em Moçambique foram:

  • Deslocações locais de curta duração (56%);
  • Reagrupamento familiar (28%);
  • Migração sazonal (18%);
  • Motivos económicos (6%);
  • Outras razões relacionadas com meios de subsistência (3%).

Deportações aumentam riscos na fronteira

A OIM alerta que as deportações contínuas de migrantes sem documentação válida pela África do Sul continuam a criar desafios humanitários, sobretudo em Ressano Garcia.

Muitos migrantes regressam sem recursos financeiros suficientes, necessitando de apoio imediato em alimentação, abrigo e assistência básica.

Como resposta, a OIM, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Governo de Moçambique, apoiou a reunificação familiar de 163 crianças moçambicanas não acompanhadas que se encontravam no Zimbabué.

Fonte: OIM / Lusa.

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Porto de Maputo implementa Port Community System para facilitar operações https://pulsoafricano.online/2026/07/porto-de-maputo-implementa-port-community-system-para-facilitar-operacoes/ https://pulsoafricano.online/2026/07/porto-de-maputo-implementa-port-community-system-para-facilitar-operacoes/#respond Wed, 08 Jul 2026 13:30:46 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=64 O Porto de Maputo será o primeiro de Moçambique a implementar um Port Community System (PCS). Trata-se de uma plataforma digital que vai apoiar uma [...]

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O Porto de Maputo será o primeiro de Moçambique a implementar um Port Community System (PCS). Trata-se de uma plataforma digital que vai apoiar uma vasta gama de operações portuárias, incluindo a gestão de navios, importações, exportações, transbordo, cabotagem, movimentos rodoviários e ferroviários, além de interacções aduaneiras, operações de armazenamento e monitorização do desempenho.

Transformação digital como instrumento de política pública

A digitalização enquadra-se na Estratégia Nacional de Transformação Digital, que reconhece a tecnologia como factor determinante para o aumento da eficácia e eficiência das instituições. O objectivo é melhorar os serviços prestados aos cidadãos e criar condições para o crescimento económico sustentável.

“A transformação digital não pode e não deve ser vista somente como uma questão tecnológica. Deve, sim, passar a ser encarada como um instrumento de política pública capaz de acelerar o crescimento económico, promover a transparência e melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Estado ao povo moçambicano”, disse o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante o lançamento do PCS.

Adicionalmente, o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 prevê a modernização das infra-estruturas económicas, a transformação digital dos serviços públicos, a facilitação do comércio e o reforço da competitividade nacional como prioridades de desenvolvimento.

Um laboratório para todo o sistema logístico nacional

Para o ministro Matlombe, o PCS vai além de uma simples ferramenta operacional. “O Port Community System de Maputo não é apenas uma ferramenta operacional para este porto, mas um laboratório de aprendizagem e inovação para todo o sistema logístico nacional. O nosso objectivo não é apenas modernizar um porto. É criar bases para uma transformação estrutural do sistema logístico moçambicano”, explicou.

Porto de Maputo quer atingir padrões internacionais

Por sua vez, o director executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) sublinhou que o objectivo é posicionar o porto entre os mais inovadores da região. “Queremos que os nossos clientes, parceiros e utilizadores beneficiem do mesmo nível de integração, visibilidade e eficiência que hoje encontramos nos portos mais avançados do mundo. Queremos que Moçambique seja reconhecido não apenas pela qualidade da sua localização estratégica, mas também pela modernidade das suas soluções logísticas”, afirmou.

Fonte: Forbes África Lusófona

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Chissano Enaltece Contributo da UEM na Consolidação da Independência Nacional https://pulsoafricano.online/2026/07/chissano-enaltece-contributo-da-uem-na-consolidacao-da-independencia-nacional/ https://pulsoafricano.online/2026/07/chissano-enaltece-contributo-da-uem-na-consolidacao-da-independencia-nacional/#respond Fri, 03 Jul 2026 07:36:20 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=58 O antigo Presidente de Moçambique defendeu que a transformação da Universidade, em 1976, não foi uma simples mudança de nome, mas um verdadeiro acto fundador [...]

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O antigo Presidente de Moçambique defendeu que a transformação da Universidade, em 1976, não foi uma simples mudança de nome, mas um verdadeiro acto fundador da República.

Joaquim Chissano considerou que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) desempenhou um papel decisivo na resposta às necessidades da independência nacional. Na sua visão, a instituição adaptou o conhecimento universal à realidade moçambicana e aplicou-o aos desafios do novo contexto, sobretudo na formação de quadros para quase todos os sectores do desenvolvimento do país.

O antigo Presidente falava durante a palestra “Um olhar sobre o papel da UEM na construção do Estado moçambicano independente”, realizada no âmbito das celebrações dos 50 anos da atribuição do nome Eduardo Mondlane à Universidade.

Um Acto Fundador da República

Como poucos, Chissano testemunhou a transformação da Universidade de Lourenço Marques em Universidade Eduardo Mondlane. O processo decorreu num contexto de profunda mudança política e social, liderado por Samora Machel.

Para o antigo estadista, a transformação de 1976 não foi um simples processo de mudança de designação. Pelo contrário, constituiu um verdadeiro acto fundador da República. Assim, a UEM deixou de ser apenas uma instituição de ensino superior para se afirmar como pilar estratégico na construção do Estado moçambicano.

Chissano foi ainda mais longe. Na sua perspectiva, a independência política só alcançaria a sua plenitude com a conquista da independência intelectual. Por isso, a UEM ajudou a formar a inteligência da jovem nação, incentivando os moçambicanos a pensar Moçambique a partir da sua própria realidade.

Desafios para o Futuro

Olhando para o presente e para o futuro, Chissano apontou vários desafios que deverão orientar a actuação da Universidade. Entre eles, destacou a transformação digital, as mudanças climáticas, os desafios demográficos e os conflitos internacionais — fenómenos que colocam exigências sem precedentes às instituições de ensino superior.

Uma Escolha com Razão de Ser

O reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, explicou que o convite a Chissano teve em conta a sua relevância histórica, o facto de ser Doutor Honoris Causa pela UEM e de integrar o restrito grupo de personalidades que testemunharam a transformação da Universidade. Segundo o reitor, a palestra constituiu uma oportunidade para revisitar criticamente a história da instituição e retirar dela ensinamentos para o presente e o futuro.

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Conselho de Segurança reafirma orientação para combate implacável ao terrorismo https://pulsoafricano.online/2026/06/conselho-de-seguranca-reafirma-orientacao-para-combate-implacavel-ao-terrorismo/ https://pulsoafricano.online/2026/06/conselho-de-seguranca-reafirma-orientacao-para-combate-implacavel-ao-terrorismo/#respond Thu, 25 Jun 2026 04:55:26 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=48 O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) reafirmou esta terça-feira a orientação para um combate implacável ao terrorismo em Moçambique. O órgão defendeu o [...]

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O Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) reafirmou esta terça-feira a orientação para um combate implacável ao terrorismo em Moçambique. O órgão defendeu o reforço da capacidade operacional das Forças de Defesa e Segurança (FDS) e a adopção de medidas adicionais para impedir a actuação dos grupos terroristas.

A decisão foi tomada durante a IV Reunião Ordinária do órgão, dirigida pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das FDS, Daniel Chapo.

Avanços no Norte mas ameaça persiste

Reunido em Maputo para apreciar a situação da segurança nacional, o CNDS reconheceu os avanços alcançados pelas FDS no Teatro Operacional Norte. Concretamente, considerou que a actuação das tropas tem contribuído para a consolidação da segurança nas zonas afectadas pelo terrorismo.

Apesar dos progressos registados, o órgão considerou que a ameaça ainda exige uma resposta firme e permanente do Estado. Por isso, instou o Governo a incrementar a logística militar e a implementar novas medidas destinadas a neutralizar as acções dos grupos armados que continuam a constituir um perigo para a estabilidade nacional.

Na reunião, o CNDS expressou igualmente reconhecimento pelo empenho e sacrifício dos militares e agentes destacados nas operações de combate ao terrorismo. Estas operações são consideradas fundamentais para a defesa da soberania nacional e a protecção das populações.

Endurecimento do combate ao narcotráfico

Além da questão do terrorismo, o Conselho manifestou profunda preocupação com o recrudescimento de crimes violentos associados ao consumo e tráfico de drogas. Consequentemente, o órgão defendeu o endurecimento das acções contra as redes criminosas envolvidas na cadeia de tráfico de estupefacientes. Adicionalmente, defendeu a intensificação das operações destinadas ao encerramento de pontos de venda de drogas nos bairros.

O CNDS advertiu que a crescente presença de drogas nas comunidades representa uma séria ameaça ao futuro do país. Sobretudo, esta ameaça preocupa devido aos impactos negativos que estas substâncias provocam na juventude, considerada uma força determinante para o desenvolvimento de Moçambique.

Recolha de armas e reformas institucionais

No domínio da ordem pública, o Conselho enalteceu os resultados alcançados pela Polícia da República de Moçambique na campanha de recolha de armas de fogo em posse ilegal. Adicionalmente, destacou a colaboração das populações como decisiva para o sucesso da iniciativa.

A reunião analisou igualmente aspectos relacionados com as reformas em curso nas instituições de defesa e segurança. Neste âmbito, o CNDS encorajou o Governo a prosseguir a reflexão sobre a integração da guarnição das fronteiras no Sistema de Defesa Nacional. Concretamente, defendeu uma gestão mais harmonizada da segurança fronteiriça através das Forças Armadas, em consonância com práticas adoptadas por outros países da SADC.

Por fim, o Conselho apreciou favoravelmente propostas de promoção e de passagem à reserva de oficiais das Forças de Defesa e Segurança, no quadro do fortalecimento institucional do sector.

Com esta reunião, o CNDS reforça, assim, a sua determinação em enfrentar, sem tréguas, os desafios que ameaçam a segurança nacional. O combate ao terrorismo e ao narcotráfico mantém-se entre as prioridades centrais da agenda de defesa e segurança do Estado moçambicano.

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Manica: Comunidade muçulmana doa 500 lençóis ao Hospital Provincial de Chimoio https://pulsoafricano.online/2026/06/manica-comunidade-muculmana-doa-500-lencois-ao-hospital-provincial-de-chimoio/ https://pulsoafricano.online/2026/06/manica-comunidade-muculmana-doa-500-lencois-ao-hospital-provincial-de-chimoio/#respond Thu, 25 Jun 2026 04:49:37 +0000 https://pulsoafricano.online/?p=45 A Comunidade Muçulmana ofereceu, na quarta-feira passada, 500 lençóis hospitalares ao Hospital Provincial de Chimoio (HPC), na província de Manica. A iniciativa visa melhorar as [...]

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A Comunidade Muçulmana ofereceu, na quarta-feira passada, 500 lençóis hospitalares ao Hospital Provincial de Chimoio (HPC), na província de Manica. A iniciativa visa melhorar as condições de internamento e de assistência aos pacientes.

A entrega do donativo foi efectuada pela governadora da província de Manica, Francisca Tomás. Segundo a governante, o gesto resulta dos esforços conjuntos entre o Governo e os seus parceiros para reforçar a qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

Governo mobiliza parcerias para o sector da saúde

Segundo Francisca Tomás, a oferta surge numa altura em que o executivo provincial continua a mobilizar recursos e parcerias para responder às necessidades das unidades sanitárias da província. “É pensando na melhoria das condições de atendimento e dos cuidados prestados à população que o Governo tem vindo a trabalhar com os seus parceiros para mobilizar mais recursos”, afirmou.

Adicionalmente, Tomás explicou que os lençóis serão utilizados no Hospital Provincial de Chimoio, a maior unidade sanitária da província. Desta forma, o donativo contribuirá para melhorar as condições de acolhimento dos doentes. “Estes lençóis destinam-se aos pacientes do Hospital Provincial de Chimoio. Acreditamos que vão melhorar significativamente as condições desta unidade sanitária”, acrescentou.

Mantas e colchões previstos para as próximas semanas

A governadora revelou ainda que a Comunidade Muçulmana manifestou disponibilidade para continuar a apoiar o hospital. Consequentemente, prevê-se para as próximas semanas a entrega de mantas e colchões.

Francisca Tomás assegurou que o Governo continuará a trabalhar com parceiros de cooperação, agentes económicos e organizações da sociedade civil. O objectivo é garantir mais equipamentos e materiais destinados às unidades sanitárias dos doze distritos da província. “Pretendemos mobilizar mais lençóis, colchões, material de higiene e outros recursos, para que as nossas unidades sanitárias tenham condições de prestar serviços de qualidade à população”, sublinhou.

Material distribuído por vários sectores do hospital

O material agora recebido será distribuído por vários sectores do Hospital Provincial de Chimoio. Entre estes, incluem-se o Banco de Socorro, os Serviços de Reanimação e as enfermarias de Cirurgia, Medicina e Pediatria.

Recentemente, a mesma unidade sanitária beneficiou igualmente de um donativo de luvas, máscaras e diverso material de higiene, oferecido pela comunidade nigeriana residente na província de Manica.


Fonte: AIM

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