Guiné Equatorial Envia 42 Toneladas de Ajuda Humanitária à Venezuela após Sismos

A transportadora nacional Ceiba Intercontinental assegurou o transporte do carregamento, que inclui medicamentos, material clínico e bens de primeira necessidade para as populações afectadas.


A Guiné Equatorial enviou 42 toneladas de ajuda humanitária à Venezuela, em resposta aos sismos que atingiram o país sul-americano a 24 de junho. A iniciativa junta-se ao esforço internacional de assistência às vítimas, que já mobilizou mais de duas dezenas de países e organismos internacionais.

Um Boeing 777-200 da Ceiba Intercontinental, operado pela frota presidencial, assegurou o transporte. A aeronave partiu da Turquia e aterrou no Aeroporto Internacional de Maiquetía, em Caracas, ao final da tarde de 30 de junho.

O Que Integra o Carregamento

O envio inclui medicamentos, material clínico, consumíveis médicos e bens de assistência para as famílias que perderam as suas habitações. Com esta ajuda, a Guiné Equatorial pretende reforçar a capacidade de resposta das autoridades venezuelanas nas operações de socorro às populações afectadas.

Recepção em Caracas

À chegada à capital venezuelana, altas autoridades locais receberam a delegação equato-guineense. Durante a cerimónia de entrega, os responsáveis venezuelanos classificaram a iniciativa como um gesto de solidariedade entre os dois países. Além disso, transmitiram o agradecimento institucional da vice-presidente Delcy Rodríguez, que coordena a ajuda internacional e as operações de emergência no terreno.

Uma Catástrofe de Dimensão Crescente

O balanço mais recente das autoridades venezuelanas eleva para 2.295 o número de mortos provocados pelos terramotos de 24 de junho. Os feridos somam já mais de 11 mil pessoas e 12.841 sofreram consequências directas do duplo sismo. Estes números agravam significativamente o balanço anterior, que apontava para 1.943 vítimas mortais e 10.571 feridos.

Com esta iniciativa, a Guiné Equatorial reforça ainda a sua projecção diplomática no plano internacional, ao mobilizar a transportadora nacional e os meios logísticos do Estado para responder a uma das maiores catástrofes naturais recentes na América Latina.

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