O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu hoje que o homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky está “a sair-se muito bem” na guerra contra a Rússia. Trump classificou Zelensky como corajoso, reconhecendo também as contínuas perdas entre as forças ucranianas e russas no conflito.
Ucrânia ataca instalações energéticas russas
O Estado-Maior da Ucrânia afirmou hoje que as suas forças atacaram uma importante central de processamento de gás natural e dois centros de comunicação por satélite essenciais. Estes ataques ocorreram durante a noite, na Rússia.
A campanha aérea ucraniana, que visa as instalações energéticas e as indústrias militares, tem-se intensificado. Concretamente, este reforço acontece à medida que Kyiv constrói armas de longo alcance maiores e melhores para combater a invasão russa.
Em resposta, Zelensky referiu que Moscovo determinou a redistribuição de alguns sistemas de defesa aérea. Adicionalmente, estes sistemas foram movidos de regiões russas para a capital e para a Ponte de Kerch, na Crimeia, uma ligação crucial para o abastecimento das tropas russas.
Kremlin alerta para agravamento da situação
O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, frisou hoje que a situação na frente de combate está a agravar-se para a Ucrânia. Segundo o responsável, este cenário vai tornar-se irreversível em breve.
Peskov sublinhou que, por causa disso, a Ucrânia “está a responder como pode” contra a infra-estrutura civil russa. “Temos todas as oportunidades para minimizar tudo isto e é necessário minimizar. Esta é uma tarefa para as nossas forças armadas, uma tarefa para outras entidades que estão a trabalhar nisto continuamente”, afirmou.
Ataques intensificam-se de ambos os lados
A Ucrânia intensificou os seus ataques contra a retaguarda russa nas últimas semanas, visando infra-estruturas críticas, particularmente refinarias e rotas logísticas. Consequentemente, estes ataques provocaram escassez de combustível na Rússia.
Por outro lado, Moscovo relatou ataques realizados com sucesso nas cidades ucranianas de Kostiantinivka e Liman. A captura destas localidades abriria caminho para as forças russas chegarem a Sloviansk e Kramatorsk, os principais bastiões ucranianos no Donbass.
A Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24 de Fevereiro de 2022.
