O Porto de Maputo será o primeiro de Moçambique a implementar um Port Community System (PCS). Trata-se de uma plataforma digital que vai apoiar uma vasta gama de operações portuárias, incluindo a gestão de navios, importações, exportações, transbordo, cabotagem, movimentos rodoviários e ferroviários, além de interacções aduaneiras, operações de armazenamento e monitorização do desempenho.
Transformação digital como instrumento de política pública
A digitalização enquadra-se na Estratégia Nacional de Transformação Digital, que reconhece a tecnologia como factor determinante para o aumento da eficácia e eficiência das instituições. O objectivo é melhorar os serviços prestados aos cidadãos e criar condições para o crescimento económico sustentável.
“A transformação digital não pode e não deve ser vista somente como uma questão tecnológica. Deve, sim, passar a ser encarada como um instrumento de política pública capaz de acelerar o crescimento económico, promover a transparência e melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Estado ao povo moçambicano”, disse o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante o lançamento do PCS.
Adicionalmente, o Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 prevê a modernização das infra-estruturas económicas, a transformação digital dos serviços públicos, a facilitação do comércio e o reforço da competitividade nacional como prioridades de desenvolvimento.
Um laboratório para todo o sistema logístico nacional
Para o ministro Matlombe, o PCS vai além de uma simples ferramenta operacional. “O Port Community System de Maputo não é apenas uma ferramenta operacional para este porto, mas um laboratório de aprendizagem e inovação para todo o sistema logístico nacional. O nosso objectivo não é apenas modernizar um porto. É criar bases para uma transformação estrutural do sistema logístico moçambicano”, explicou.
Porto de Maputo quer atingir padrões internacionais
Por sua vez, o director executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) sublinhou que o objectivo é posicionar o porto entre os mais inovadores da região. “Queremos que os nossos clientes, parceiros e utilizadores beneficiem do mesmo nível de integração, visibilidade e eficiência que hoje encontramos nos portos mais avançados do mundo. Queremos que Moçambique seja reconhecido não apenas pela qualidade da sua localização estratégica, mas também pela modernidade das suas soluções logísticas”, afirmou.
Fonte: Forbes África Lusófona
